Produção de arroz: etapas e técnicas de plantio

Agricultor na lavoura de arroz

A produção de arroz é uma das mais importantes no mercado, visto que o cereal é um dos mais produzidos e consumidos no mundo, caracterizando-se como o principal alimento de mais da metade da população mundial. Somente na Ásia, cerca de 70% do consumo calórico de mais de dois bilhões de pessoas é proveniente do arroz e seus subprodutos.

De acordo com o levantamento de safras de grãos 2018/2019, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de arroz no Brasil pode chegar a 10,5 milhões de toneladas no período, o que representa uma queda de 12,9% na comparação com a safra passada.

Para evitar perdas nas plantações de arroz e garantir a qualidade do produto, é fundamental que a colheita seja feita no tempo certo e adequadamente. O uso de tecnologias apropriadas e estratégias de plantio é o que constitui um bom planejamento da produção de arroz.

Conheça, agora, algumas dicas e orientações valiosas para aperfeiçoar a colheita de arroz e melhorar a produtividade! Boa leitura!

Produção de arroz

Preparo do solo

Segundo especialistas, o preparo antecipado do solo é a garantia da semeadura de arroz na época recomendada. Ou seja, assim que terminam de colher uma safra, os produtores já devem iniciar os trabalhos para a safra seguinte.

As operações de preparo do terreno para o plantio podem ser realizadas com diferentes tecnologias e equipamentos, dependendo da realidade de cada produtor. Em alguns locais, é importante realizar também a adequação e o nivelamento do solo para a semeadura.

Ponto de colheita

A colheita prematura do arroz resulta em grãos malformados, que se quebram facilmente durante o beneficiamento, descasque e polimento. Por isso, definir o ponto ideal de colheita é imprescindível. Para isso, o produtor deve considerar:

  • Tempo de ciclo de desenvolvimento da lavoura;
  • Mudança visual da casca do grão – dois terços da panícula devem estar maduros;
  • Amostragem de tato – se o grão quebrar, está no ponto de colheita; se amassar, ainda precisa amadurecer;
  • Teor de umidade entre 18% e 23% para a colheita de arroz.

Regulagem do maquinário

Nesta etapa, é preciso que a colheitadeira esteja com a regulagem correta para se obter a máxima eficiência na trilha, com o mínimo dano e perda de grão. Deve-se prestar atenção, principalmente, ao estado de conservação e manutenção do maquinário, verificando se há navalhas defeituosas na barra de corte, falta de peças integrantes do molinete e/ou outras irregularidades. Outro ponto importante é a velocidade do molinete, que precisa ser ligeiramente superior à velocidade de avanço da máquina, com o objetivo de puxar as plantas ceifadas para dentro do equipamento.

Uso de agrotóxicos

Segundo estudo divulgado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por conta da competitividade, um dos principais pontos que deve ser considerados na produção de arroz é o manejo de pragas e doenças.

O consumo médio dos principais agrotóxicos é maior no cultivo irrigado do que no de terras altas. Contudo, no cultivo do arroz irrigado observou-se um decréscimo contínuo no consumo destes produtos, o que pode ser atribuído à adoção de técnicas mais adequadas de manejo, aponta o levantamento.

Ao escolher o agrotóxico para a produção de arroz, deve-se considerar o seu potencial de contaminação, observando três características básicas: persistência, solubilidade e absorção.

Armazenamento pós-colheita

A etapa de armazenamento do arroz é imprescindível e tem papel crítico no controle e na manutenção da qualidade na cadeia de abastecimento alimentar. Segundo especialistas, deficiências nesta etapa se traduzem em pontos de estrangulamento no setor agrícola, na comercialização e na distribuição de produtos.

É importante ressaltar que, do ponto de vista tecnológico e nutritivo, a expressão máxima da qualidade do grão se dá no momento da maturação no campo antes da colheita. Ao longo do armazenamento, o que se busca é a manutenção dessa qualidade, e é nessa fase do processo que se pode agregar mais valor ao arroz.

A armazenagem é composta por: pré-limpeza, secagem, limpeza e guarda do produto a granel ou convencional (sacas), expurgo, aeração e termometria.

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